Como criar uma empresa: guia passo a passo para empreendedores
Do conceito ao primeiro dia de atividade, conheça o guia prático que o ajuda a transformar a sua ideia num negócio sólido e preparado para crescer.
Entre janeiro e agosto deste ano foram criadas em Portugal, de acordo com o Barómetro da Informa D&B, 32 999 empresas, o que corresponde a uma subida de 1,3% em relação ao mesmo período de 2024. O estudo adianta também que ocorreu uma descida no que toca às insolvências. O Barómetro refere 1 310 empresas a iniciar este processo, o que se traduz numa descida de 7,3% ou menos 103 insolvências face ao período homólogo.
Abrir uma empresa e começar um negócio é, cada vez mais, o objetivo de muitos. Mas transformar essa vontade em realidade exige alguns passos, que não são tão complicados como podem, à primeira vista, parecer. Fique a conhecer os principais.
1. Comece com uma ideia viável e sustentável
A base de qualquer negócio nasce de uma ideia. No entanto, para que essa ideia se transforme num projeto viável, é preciso avaliar e responder a algumas questões essenciais. O conceito deve, desde logo, adequar-se ao seu orçamento, competências e horário. Terá ainda de ir ao encontro de uma necessidade do mercado e ter potencial para gerar lucro sustentável a longo prazo. Assim sendo, é fundamental:
• Pesquisar o mercado-alvo;
• Compreender as necessidades dos potenciais clientes;
• Analisar as soluções já oferecidas pelos concorrentes.
Saber como satisfazer a procura é também determinante. De um modo geral, uma abordagem original é diferenciadora, passando por um novo produto, uma proposta de venda única ou uma estratégia de preços competitiva. No que concerne a sustentabilidade, o negócio deve ter potencial de sucesso a longo prazo. Logo, há que responder a duas questões. O novo negócio pertencerá a um setor em crescimento ou estagnado? Estarão as operações da empresa alinhadas com as preocupações ambientais e sociais, cumprindo os regulamentos em vigor?
2. Escolha a forma jurídica mais adequada
A estrutura jurídica de uma empresa depende de vários fatores: número de sócios, capital disponível, tipo de atividade e património pessoal. Eis as principais opções:
Empresas singulares
• Empresário em Nome Individual (ENI) – Esta é a forma jurídica mais simples. A empresa não tem personalidade jurídica própria e o empresário responde pelas dívidas desta com o seu património pessoal.
• Estabelecimento Individual de Responsabilidade Limitada (EIRL) – Mesmo não sendo uma sociedade, esta forma menos comum distingue o património próprio do pertencente ao empresário, limitando a sua responsabilidade.
• Sociedade Unipessoal por Quotas – Com responsabilidade limitada ao capital da sociedade, este tipo de empresa não exige montante mínimo para o capital social, podendo ser constituída por uma só pessoa.
Empresas coletivas
• Sociedade por Quotas - Estas apresentam responsabilidade limitada ao capital investido, tendo no nome a expressão “Limitada” ou “Lda”.
• Sociedade Anónima (SA) – Neste caso o capital é dividido em ações, sendo a responsabilidade dos sócios limitada ao valor das que dispõem.
• Sociedade em Nome Coletivo – Todos os sócios respondem de forma ilimitada e solidária pelas obrigações da sociedade.
Para além destas formas jurídicas mais comuns, existem ainda em Portugal a Sociedade em Comandita, a Cooperativa e a Associação.
3. Planeie estrategicamente com a Análise SWOT
A criação de uma empresa deve incluir uma ferramenta fundamental de planeamento estratégico para avaliar o potencial do negócio: a Análise SWOT. Fique a conhecer cada componente da Análise SWOT.
• Strenghts (Forças) – Aspetos internos positivos que conferem uma vantagem à empresa. São os casos de uma marca forte, uma equipa qualificada ou uma tecnologia de ponta.
• Weaknesses (Fraquezas) – Aspetos internos negativos que podem ser prejudiciais à empresa. Na lista encontramos, por exemplo, a falta de capital, a ineficiência de processos ou a má reputação.
• Opportunities (Oportunidades) – Fatores externos que a empresa deve explorar rumo ao crescimento. Falamos de tendências de mercado, ausência de concorrentes ou de tecnologia inovadora.
• Threats (Ameaças) – Fatores externos negativos que podem prejudicar a empresas. Entre estes estão novos concorrentes, mudanças na legislação ou instabilidade económica.
A Análise SWOT passa por algumas fases. Comece, desde logo, por identificar as forças, enumerando os recursos e as capacidades que poderão ser vantajosos. Determine depois as fraquezas, que poderão limitar o sucesso. Passe para a análise das oportunidades, pesquisando tendências externas e fatores do mercado. Por fim, aborde as ameaças, identificando os riscos externos para a empresa.
4. Desenvolva o espírito empreendedor
Dominar técnicas de gestão, marketing ou vendas é importante quando se cria um negócio. Mas ser-se empreendedor é bem mais do que isso. É preciso iniciativa, visão, coragem e resiliência. Um verdadeiro empreendedor:
• Identifica e transforma oportunidades em ações concretas, revelando proatividade a antecipando cenários;
• É resiliente e persistente. Aprende com os erros e trabalha para ultrapassar obstáculos, conservando a confiança no seu projeto mesmo que os resultados iniciais sejam desanimadores;
• Assume riscos calculados, com planeamento e a análise prévia de modo a minimizar as perdas;
• Busca sempre fazer mais e melhor, superando as expetativas dos clientes e apurando de forma contínua os processos;
• Por fim, dedica-se intensamente para o sucesso do negócio, colocando a empresa acima de todas as coisas.
5. Simplifique os processos legais e burocráticos
Criar uma empresa implica ainda alguma dose de burocracia, mas, hoje, o processo está extremamente facilitado sobretudo quando se fala na Empresa na Hora. Acessível tanto a pessoas singulares quanto a coletivas, esta forma de constituição de uma empresa pode ser feita num dos balcões espalhados por todo o País ou então online.
• Comece por escolher o nome da empresa, que pode ser um dos já pré-aprovados ou um à sua escolha que requer aprovação.
• Selecione um modelo de pacto social.
• Defina o regime contabilístico que a empresa irá seguir.
Ao recorrerem a um balcão para a constituição de uma empresa unipessoal por quotas, por quotas ou anónima, os sócios irão receber o pacto social, o código de acesso à certidão permanente comercial, o código de acesso ao Cartão da Empresa/Pessoa Coletiva e o número de Segurança Social da Empresa. Após a constituição, os sócios têm cinco dias úteis para depositar o capital social numa conta bancária em nome da sociedade. Em alternativa, podem entregar o valor nos cofres da sociedade até ao final do primeiro exercício económico (normalmente, até ao final do ano). No caso de optar pela Empresa na Hora online, tem dois canais à escolha: o site gov.pt e o Empresa Online 2.0.
6. Garanta os recursos certos: opções de financiamento para começar
Pedir um empréstimo à banca é, sem dúvida, o método mais convencional de conseguir financiamento. Mas existem outras formas de suportar as operações da uma nova empresa ou garantir um plano de recurso. O Banco Português de Fomento, por exemplo, disponibiliza uma linha de apoio ao empreendedorismo e há que ter em conta o microcrédito, opção indicado sobretudo quando não existem garantias ou rendimentos suficientes para um crédito convencional. Já o IEFP – Instituto de Emprego e Formação Profissional dispõe de um conjunto de instrumentos de promoção do empreendedorismo, entre os quais a criação de empresa. O apoio público estende-se ao IAPMEI, no que toca às PME. Pode consultar o simulador disponível no website e avaliar o melhor financiamento para si.
No caso das startups, há a destacar três formas específicas de financiamento:
• Business Angels - Eles próprios empreendedores, geraram capital suficiente para investir em novos negócios, dedicando-se assim a financiar projetos que dão os primeiros passos. Para além do apoio económico, alguns prestam ainda um serviço de mentoring, em troca de uma posição no capital da empresa.
• Capital de risco - Neste caso, o financiamento para abrir a empresa tem origem em sociedades especializadas em investir em negócios emergentes com grande potencial de crescimento. Os montantes são bem mais elevados quando comparados com os dos Business Angels.
• Crowdfunding - Trata-se de um sistema de financiamento coletivo, que angaria capital através de um elevado número de pessoas que contribuem com pequenas quantias. Funciona através de plataformas online, oferecendo diversos tipos de recompensa ou retorno, como participação acionista ou juros.
7. Potencie o seu negócio com tecnologia inteligente
Num mundo cada vez mais digital, a tecnologia é essencial não apenas enquanto facilitadora do processo de criação da empresa, mas também no desenrolar das suas operações. Esta tem um papel fundamental numa maior colaboração entre equipas, nomeadamente no que toca ao trabalho remoto, contribuindo para uma redução significativa do investimento inicial. Na longa lista destas ferramentas indispensáveis encontramos a Cloud, Comunicações Unificadas, Colaboração, Mobilidade e Segurança, que contribuem para uma gestão mais eficiente e ágil, adaptada às exigências do mercado.
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