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Quando os hackers batem à porta, podem “desintegrar uma organização”

 

Quando os hackers batem à porta, podem “desintegrar uma organização”

Tecnologia e prevenção reforçam a cibersegurança, mas o elo mais fraco continua a ser o utilizador. Formação é o melhor escudo contra ataques.

 

Avanço da tecnologia ajuda a proteger de ciberataques, mas o maior risco continua a estar nos utilizadores que precisam de “mais evangelização” para se conseguirem proteger. Na conferência Connect CyberSecurity, organizada esta manhã pelo MEO Empresas com o Expresso como media partner, os especialistas insistiram: prevenção e formação são os escudos mais eficazes.

 

Em 15 minutos, tudo pode mudar numa organização, pública ou privada, por maior que seja. Esta é a grande conclusão que especialistas nacionais e internacionais em cibersegurança levaram à conferência Connect CyberSecurity, que esta manhã juntou dezenas de empresários e gestores na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. O tempo de reação em momentos de ataque aos sistemas informáticos pode ditar, muitas vezes, a sobrevivência de um negócio.

 

“A cibersegurança obriga-nos a estar de manhã a refazer tudo o que fizemos no dia anterior”, apontou Rodrigo Adão da Fonseca, lembrando a importância da atualização permanente de conhecimento e, sobretudo, da adaptação constante dos métodos de proteção. Para o fundador da Futura, e um dos convidados da conferência organizada pelo MEO Empresas e à qual o Expresso se associou como media partner, não há dúvidas: “temos de falar numa permanente orquestração global de uma organização”.

 

Na terceira edição do evento, o especialista fez questão de sublinhar que não basta ser “otimista” e pensar que “as coisas não nos vão acontecer”, porque quando os hackers batem à porta – e normalmente não se fazem anunciar -, o ataque “pode desintegrar uma organização”.

 

"Não chega estarmos protegidos com equipamentos. Foi por isso que decidimos criar, há uns anos, o Centro de Cibersegurança, que é a resposta ao compromisso que temos com as empresas. Contratámos ao longo dos anos mais de 60 profissionais qualificados", partilhou Nuno Nunes, responsável de B2B na MEO Empresas.

 

Além do responsável da Futura e de Nuno Nunes, participaram Vítor Costa (Ministério da Administração Interna), Artur Costa (MEO), Prashanth Challa (Morgan Stanley) e o consultor de geopolítica e tecnologia Bruno Maçães.

Conheça abaixo as principais conclusões:

 

Simples na teoria, mas difícil de aplicar

 

Se os participantes concordam que a cibersegurança é, cada vez mais, um desafio transversal a todas as empresas e sectores, todos reconhecem que este esforço de proteção continua a representar grandes investimentos que não são, para muitas organizações, comportáveis. “Se não formos uma mega organização, é quase impossível fazer face a este tipo de ameaças”, aponta Prashanth Challa.

 

Para o perito, a solução passa por duas estratégias. A primeira é integrar dentro de portas uma cultura de proteção que inclua regras básicas, como a atualização permanente de sistemas e dispositivos, mas também a segurança de palavras-passe usadas pelos trabalhadores. A segunda é encontrar, para lá dos muros da organização, parceiros especializados capazes de oferecer serviços de proteção em escala que todos os negócios possam pagar – uma espécie de alarme ligado à central de segurança.

 

Mas é mesmo na “evangelização” dos utilizadores que está um dos maiores desafios, acredita Adão da Fonseca, que pede aos gestores que invistam mais na formação para evitar que os seus trabalhadores caiam em esquemas de phishing ou engenharia social. “No futuro, o nosso curriculum vai incluir a capacidade que temos de gerir esses riscos, porque isso pode causar dano imenso à empresa”, defende Artur Costa.

 

Mas há outras ameaças na cibersegurança que têm implações globais, como lembrou Bruno Maçães, que traçou um retrato pouco animador sobre o crescimento da inteligência artificial e a forma como está, e pode vir, a ser usada para começar e acabar guerras no mundo. “Estamos a entrar numa forma ampla de cibersegurança, mas que é radicalmente diferente dos modelos anteriores”, constata.

 

E neste novo mundo em que a tecnologia é a maior arma de poder político, o consultor não tem dúvidas de que a Europa ficou para trás e perde, todos os dias, relevância neste novo cenário de guerra. “Quando o poder europeu não tem esta expansão do poder tecnológico, não é verdadeiramente soberano”, remata.

 

Conteúdo do artigo produzido pelo Expresso.

 

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